Saturday, October 1, 2011

quero adormecer no vento
soprado pelas folhas deste carvalho,
    tufos loiros suspensos,

sonhá-las queimadas pelo outono
ou derrubadas no chão estival
    mumúrios do fim do verão

e, rolando a cara na neve doce,
acordar nos primeiros risos da primavera.
    gargalhadas sentidas

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